quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Internet pode diminuir inteligência


Internet pode diminuir a inteligência e a empatia, diz pesquisadora

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

A neurocientista e baronesa britânica Susan Greenfield, 61, faz questão de ser uma voz dissonante em meio à empolgação de muita gente com o potencial das redes sociais e da internet.
Stuart Clarke - 3.jun.08/Rex Features
Susan Greenfield em Londres
Susan Greenfield em Londres
Para ela, há razões para acreditar que a vida virtual está criando uma geração de pessoas menos inteligentes e menos capazes de empatia --um ponto de vista que já lhe rendeu desafetos dentro e fora da comunidade científica.
A baronesa Greenfield, que leciona na Universidade de Oxford (Reino Unido), está no Brasil para o ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento. Sua conferência na Sala São Paulo, na capital paulista, acontece hoje. Confira abaixo trechos da entrevista que ela concedeu à Folha.
Folha - Como a sra. começou a se interessar pelo impacto das novas tecnologias sobre o cérebro humano?
Susan Greenfield - Comecei a discutir esse assunto em 2009, na Câmara dos Lordes [órgão do Parlamento britânico do qual ela faz parte], quando houve um debate sobre a regulação do uso da internet e possíveis efeitos nocivos de seu uso sobre crianças.
Como neurocientista, o que eu levei em consideração nesse debate é o fato de que o cérebro humano evoluiu para responder a estímulos muito diferentes dos que estão afetando o desenvolvimento das crianças de hoje. Isso não é um julgamento de valor, é apenas um fato.
E, quando você olha a literatura científica recente, há sinais consideráveis de mudanças, embora obviamente precisemos de mais estudos para entender exatamente o que está acontecendo.
Sabemos, por exemplo, que o uso de redes sociais e de videogames pode ter efeitos bioquímicos muito parecidos com os do vício em drogas no cérebro. No ano passado, um trabalho com tomografias mostrou anormalidades estruturais ligadas a esse tipo de comportamento.
Também há testes mostrando um aumento de problemas de compreensão verbal e um declínio na capacidade de empatia.
É claro que as pessoas podem dizer que se trata de uma correlação, que não necessariamente uma coisa causa a outra. É um argumento válido, mas também é o mesmo argumento que as pessoas usavam nos anos 1950 a respeito da relação entre fumo e câncer de pulmão --até os epidemiologistas mostrarem que a relação realmente envolvia uma causa e um efeito.
A sra. foi muito criticada por levantar essa hipótese. Esperava reações tão violentas?
Sim e não. Por um lado, é assim que a ciência funciona, as críticas são esperadas e necessárias. O problema é quando elas se tornam pessoais. Como se diz na Austrália, você tem de chutar a bola, e não o jogador.
E, claro, muita gente está ganhando muito dinheiro com isso e não vai gostar se alguém como eu tenta estragar a festa (risos).
Também temos visto uma melhora constante nos níveis de QI no mundo todo nas últimas décadas. Isso não significaria que as mudanças tecnológicas também têm efeitos positivos sobre o cérebro?
De fato, há indícios de que o uso de videogames pode melhorar a memória de curto prazo e a agilidade mental, por exemplo. Isso é verdade, mas não acho que seja a história toda. Velocidade mental, capacidade de processar informações com rapidez, não é a mesma coisa que entendimento ou sabedoria.
O que nós não estamos vendo, apesar dos avanços mensuráveis no QI, é um aumento dos insights sobre a condição humana ou da imaginação, por exemplo.


http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1155058-internet-pode-diminuir-a-inteligencia-e-a-empatia-diz-pesquisadora.shtml
 
18/09/2012-04h30

sábado, 26 de maio de 2012

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Mídia e Cidadania

Como a maioria das tecnologias está sendo ou podem ser usadas como instrumentos de domínio ou de emancipação ou seja  podem fortalecer os trabalhadores em geral ou de educação ou  podem ser usadas pelo capital como poderosos instrumentos de dominação. 
Assinalar alguns problemas que a educação enfrenta e fácil  superar no sentido da emancipação do uso ideológico da mídia pela classe que detém os meios de comunicação de massa que é difícil! Cabe a cada um de nós independente enquanto cidadão em exercício pleno de sua soberania.